03/02/2014

Comprei no Mercado Mistureba


Todo mês eu faço a mesma promessa: "Esse mês eu VOU na Feira do Lavradio!". E como pagar promessa é a coisa mais difícil desse mundo, acabou 2013 e, pelo que me lembro, não fui em nenhum mês - exceto o mês de dezembro. E em dezembro eu fui nos dois dias de feira!!!!

Aproveitei minha empolgação e fui conhecer o tal do Mercado Mistureba. Na primeira experiência achei INSUPORTAVELMENTE cheio, mas arrematei essa saia lindja que virou uniforme, por R$60,00! Na segunda vez que fui tinha pouca opção de expositores e, consequentemente, estava mais vazia. No mais, achei muita propaganda por nada. Tive que olhar com muuita atenção todos os expositores dos três andares pra poder achar pouquíssimas coisas bacanas. Fora que o preço não é lá o achado das pechinchas! Juro que cheguei lá achando que ia gastar todo o meu décimo terceiro salário e sair com o guarda roupas renovado. Doce ilusão...

Ah sim, esse ano ainda não fui na feira. Quem sabe em março? Ris.

Créditos do dia:
Blusa: Marisa - R$29,99 (liquidação)
Saia: Mercado Mistureba - R$60,00
Sandália: Via Mia - R$54,00

23/01/2014

Por que eu sumi?


Por que eu sumi?

Senta aí que lá vem história triste.

Tá certo que 2013 não foi o meu melhor ano – e nem vou me estender aqui – mas o final dele foi pra foder comigo (me desculpe, não tem como não escrever palavrões nesse texto).

Minha sogra foi internada dia 05 de novembro, direto pro CTI. Era abscesso (pus) no abdômen. Ficou num vai-e-vem eterno entre quarto e CTI até que a equipe médica resolveu operá-la. Ela tem muitos problemas de saúde, o que a torna uma paciente delicada, por isso os médicos só se decidiram por operar em meados de dezembro (ou final, não me recordo, mas já já eu volto nesse ponto).

Eu não podia deixar o Nelson sozinho nessa situação tão delicada, mas acontece que final de ano a gente quer ver a família, daí eu resolvi ir num pé e voltar no outro lá pra Espírito Santo, para ver meus sobrinhos. Minha família toda mora no interior do estado e lá fui eu dia 25, às 6 horas da manhã, pegar um voo (o mais barato) pra Vitória. Passei a manhã toda paparicando os sobrinhos e a tarde peguei minha sobrinha Isabella no colo e a senti meio quente. Ela estava com febre, fomos para o hospital. Passou dia 25, dia 26 e quando foi dia 27 resolvemos retornar com ela para o hospital, pois a febre não passava e, para surpresa de todos, Isabella teve que descer de ambulância para Vitória (cerca de uma hora de viagem). Foi internada as pressas no Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, com suspeita de meningite.

Os dias que se seguiram foram angustiantes, Bellinha só piorava. Da infecção urinária que era a suspeita inicial, passou para meningite ou dengue hemorrágica. Do dia 27 para o dia 28 as plaquetas dela foram para 18 mil (o mínimo necessário para ser considerado saudável é 150 mil). Ao longo da semana ela manteve a febre, ficou TOTALMENTE inchada, teve água na pleura (derrame pleural), o fígado e o baço duplicaram de tamanho, apresentou manchas vermelhas no corpo todo, teve que ficar no oxigênio (respirava com dificuldade) e ficou com o coração sobrecarregado. Ou seja, era GRAVE. Os médicos não conseguiam chegar a um diagnóstico preciso, pois os sintomas ora batiam, ora não, tanto com a dengue hemorrágica quanto com a meningite. E o pior é que não se podia fazer exames para confirmar, pois o da dengue tinha data certa para fazer e o da meningite não podia ser realizado, uma vez que ela já estava com apenas 10 mil plaquetas, o que impedia de fazer o exame da medula.

Com as plaquetas tão baixas, Bellinha passou a tomar plasma/plaquetas de 12 em 12 horas. Também ficou anêmica e teve que tomar duas bolsas de sangue. Não preciso nem dizer que toda hora a menina era furada pra receber alguma medicação, pra colher material pra exames e etc. até que finalmente, fizeram um acesso a uma veia profunda.

Por ser uma época festiva, o tratamento dela se mostrou complicado (rotatividade enorme de médicos). Bellinha ficou internada, PASMEM, na emergência do hospital, onde, claro, não se tem nenhuma assistência para os acompanhantes. Minha irmã ficou se revezando em turnos de 24 horas com a tia/madrinha da Bellinha, sem dormir, com no máximo uma cadeira para descansar as pernas. Bellinha era paciente de CTI, mas como não tinha vaga, teve que ser adaptada na emergência mesmo.

Ah, sim, já ia me esquecendo. Bellinha é uma bebê de sete meses de idade, gemêa do Cauã.

Eu, que estava com passagem comprada para dia 31 de dezembro, dadas as circunstâncias, tive que adiar meu retorno. Nesse ínterim minha sogra operou e se descobriu a razão do abscesso. Segundo o cirurgião responsável, as trompas dela estavam “destroçadas”. Ela ficou um tempo no CTI e depois voltou para o quarto, aparentemente tudo ocorreu bem. Com a mãe operada e bem, Nelson foi para Espírito Santo me encontrar.

Enquanto Bellinha e minha sogra estavam internadas, fiquei na casa da minha irmã cuidando do Cauã, da Carol (minha outra sobrinha de 7 anos) e da casa. Um belo dia, lavando alguma coisa no tanque do quintal, quando eu olho para o meu pé, adivinha o que eu vejo??? Uma caranguejeira (ou será tarântula?) marrom, peluda, enooooooooorme, do meu ladinho! Quase bati as botas ali mesmo. Uns dias depois, dentro de casa, o que eu vejo??? Um ESCORPIÃO. Sim, enorme. Sim, DENTRO DE CASA!

Dia 31 todos estavam festejando a virada de ano. Nós rezávamos pela recuperação da Bellinha. 

Virei a RP da minha irmã e criei um grupo no facebook para familiares, amigos e amigos de amigos. Com todo mundo preocupado com o estado de saúde da Bellinha, assim ficou mais fácil de passar as informações. Com isso, graças a Deus, MUITAS pessoas passaram a orar, rezar, fazer preces para a Bellinha, além de oferecer todo tipo de ajuda. Assim, no dia 02 de janeiro começamos com uma campanha de doação de sangue para a Bella no HEMOES. Campanha essa que foi aderida por um bocado de gente.

A situação das plaquetas era tão crítica que cheguei a fazer promessa de ser doadora de plaquetas, caso a Bellinha melhorasse. No dia acima citado, fiz parte do primeiro grupo de doadores a procurar o HEMOES. Entretanto, ao realizar a entrevista, fui informada pela médica que nunca vou poder ser uma doadora de sangue. Por quê? Porque tive hipertiroidismo, uma doença autoimune. Conversei com Deus e fiz uma adaptação na minha promessa. Vou ser doadora de medula.

Dia 5, domingo, era dia de partir pro Rio. No sábado a noite liguei para a minha mãe para combinar com ela de ir cobrir meu lugar pois precisava voltar para o trabalho. Foi quando recebemos mais uma bomba: minha mãe disse que foi ao oftalmologista, que por sua vez a informou que estava com glaucoma em estado avançado e que a qualquer momento ela poderia perder a visão. E disse também que glaucoma é hereditário. Por isso, e por ter vários outras consultas médicas marcadas, ela não poderia viajar para dar o suporte que minha irmã tanto precisava. Na verdade ela também estava precisando de suporte.

Pra piorar a situação, na mesma noite, um dente meu que eu havia tratado a menos de seis meses começou a doer enlouquecidamente.

Não preciso nem dizer que foi uma noite bem difícil né?!

Assim que coloquei os pés no Rio entrei em contato com minha chefe imediata. Expliquei tudo que havia acontecido e consegui, GRAÇAS A DEUS, adiantar as minhas férias. Fiquei no Rio tempo suficiente para voltar ao dentista (que fez de tudo e não encontrou nada de errado no meu dente problemático) e voltei para o Espírito Santo. Antes, claro, marquei nova visita ao oftalmologista.

Ôpa, já ia me esquecendo de um detalhe importante. Nos dias que fiquei no Rio, minha irmã me informou que estavam com problemas no HEMOES e que Bellinha ia ficar sem receber as plaquetas. Rapidamente fiz um apelo no facebook pedindo doadores para a Bellinha. Apelo este que foi lido por jornalistas. A história da nossa pequena guerreira chamou a atenção de duas emissoras de TV do Espírito Santo que prontamente gravaram uma matéria com a minha irmã solicitando doadores.
Pra quem estiver interessado, entrevista aqui e aqui.

Voltei para ES no dia 09 de janeiro.

Alguns dias depois, a noite, a Jujuba (cadelinha da minha sobrinha Carol) latia sem parar. É que tinha uma cobra no quintal. HAHAHAHAHAHAHAHA

A partir do dia 11 Bellinha (que já tinha sido transferida pra infectologia) só foi melhorando, 30 mil plaquetas, 60 mil, 130 mil, e no último exame, mais de 200 mil. Dia 15 de janeiro ela recebeu alta. Nas três semanas em que ficou internada os médicos trocaram a medicação dela três vezes. Embora não houvesse certeza de qual doença ela tinha, Bella estava recebendo tratamento para dengue hemorrágica e para meningite. Mas, no final das contas, parece que não teve nenhuma das duas. Na verdade até o presente momento os médicos não deram nenhum parecer definitivo. Bellinha fez MUITOS exames e, exceto pelo Epstein-Barr, todos deram negativo. De um caso gravíssimo em que uma das médicas disse que ela “chegou com um sopro de vida, pensei que nem ia vingar”, Bellinha se recuperou como uma guerreirinha! Consta que o Hospital Infantil é referência no estado, mas eu juro por Deus que, na minha opinião, o que curou a Bella foram TODAS as pessoas que pediram ao papai do céu por ela. 

Enquanto Bella se recuperava, minha sogra piorava. Os pontos da cirurgia abriram e ela está com um buraco na barriga do tamanho de uma mão. E não adianta costurar de novo, a cicatrização é de dentro pra fora.

Bella voltou pra casa magriiinha, magriiinha. Mas com o sorriso mais lindo do que antes, se é que isso é possível. Juntei minhas coisas e voltei pro Rio, aqui estou desde o dia 21. Hoje fui ao oftalmo. Por ora, comigo, está tudo bem. O próximo enfermo da lista é mamãe.

E por que eu estou contanto tudo isso? Por duas razões.

Primeiramente porque a Internet é uma fonte inesgotável de informações. Assim como nós da família buscamos incansavelmente todo tipo de ajuda na rede, sei que muitas outras famílias, em condições análogas, farão o mesmo. Na maioria das vezes o que líamos ou não ajudava muito ou, pior, nos fazia perder as esperanças e pensar no pior. Por isso acredito que compartilhar o caso da Bellinha possa despertar esperanças em quem esteja, infelizmente, passando pelo mesmo problema.

Em segundo lugar, resolvi contar tudo isso porque eu PRECISAVA colocar tudo isso pra fora. 

Obs.: Ah, também vi no quintal um lagarto ENORME que mais parecia um jacaré. Como disse minha amiga Stella, tô precisando jogar no bicho! HAHAHAHAHAHA

E esses são Isabella e Cauã com cinco meses de idade (minha foto do Instagram com a qual fiz o post pedindo doações no face e que, posteriormente, foi parar nos telejornais, ris)


E essa é a uma das últimas fotos da Bellinha no hospital! 


 

12/11/2013

Feira de São Cristóvão


Domingo passado fui a Feira de São Cristóvão (ou Feira dos Paraíbas ou Feira dos Nordestinos ou Centro Municipal Luiz Gonzaga de tradições nordestinas). Taí um post que tem teeeeempo que queria fazer! Então senta aí que lá veeeeem foto (e texto!).

Frequento a Feira desde antes da reforma e, olha, é um baita programão! Pra quem é do Rio e nunca foi ou pra quem é turista que gosta de um programa alternativo, hahaha, vou dar umas dicas! Primeiramente, dá uma olhada no próprio site da Feira. Mas vamos lá, nada como informação de quem frequenta:

- tem duas entradas principais, a do Padre Cícero e a do Luiz Gonzaga. Se você for de carro sugiro estacionar perto da entrada do Padre Cícero, é MUITO mais tranquilo, sempre tem vaga (e na outra entrada SEMPRE tem fila - vai entender...). O estacionamento custa R$10,00;

- a feira funciona de terça a domingo, mas final de semana tem que pagar entrada (baratinho, R$3,00 - só é mais caro se tiver show de gente famosa). Pra outras informações de horários clique aqui;

- pra quem vai de ônibus o próprio site da Feira indica as linhas, aqui;

- o legal é andar a Feira toda sem rumo, desde as ruas principais até as ruelas (e suas surpresas, hahahah). Se você é dessas pessoas que se perdem facilmente, no site da Feira tem um mapa bem bacana!


Entrada Padim Cícero (como não fui do outro lado não tem foto da estátua de Luiz Gonzaga).

O que você vai encontrar na Feira??? Cultura nordestina, hahaha. MUITA comida, artesanato, comida, forró, gente divertida, já falei comida? É um ambiente família, super tranquilo e muito alto astral, é CADA figura que você encontra lá que só indo pra entender do que eu tô falando!


Uma amiga minha que mora em São Cristóvão (beijo Desi!) me indicou o restaurante Chiquita e desde então, sempre que eu vou, só como lá. Claro que qualquer um tá valendo - já fui até em rodízio de comida nordestina na Feira - mas recomendo ficar pelas ruas principais e evitar os restaurantes das ruelas. E só pra lembrar, os pratos são MUITO  BEM SERVIDOS. Isso quer dizer que um prato pra duas pessoas serve quatro HAHAHAHAHA. Tenho uma teoria com relação a fartura de comida na Feira, mas só vou dizer que é prato pra peão, gente! Tipo, cê vai comer muito cara!


A Feira tem dois palcos em extremidades opostas: o Jackson do Pandeiro (o restaurante Chiquita fica de frente) e o João do Vale. Sempre tá rolando um showzinho nos palcos e dá pra se divertir dançando um forró ou só olhando as figuras se acabando de tanto dançar!


Eu AMEI o look que usei no domingo, mas acabou que no meio do passeio o comprimento da saia me incomodou um pouco. Usei essa minha bolsa LINDA que, adivinha só onde comprei? Isso mesmo, na própria Feira. Dá pra ver melhor os detalhes dela aqui.


Como eu disse, você vai encontrar umas figuras por lá... tipo o Tiririca! Kkkkkkkk Recebi uma encoxada dele com direito a ser chamada de abestada e tudo, uhahuahuahua. Além do Tiririca você encontra de Jack Sparrow ao Saci Pererê (!).


O roteiro do passeio?? Dar um rolé pra conhecer a Feira, escolher um restaurante pra encher a pança, curtir o forró de um dos palcos e dar outro rolé pra comprar muitos quitutes e artesanato! Pra quem não sabe o que é fazer um passeio sem comprar uma bugiganga, na Feira tem vááááárias lojas fofas de objetos de decoração, tapetes, colchas, redes, cd's e dvd's, e, claro, MUITA comida! Ainda não provei o guaraná Jesus - tô criando coragem, hahah - mas certamente da próxima vez tomarei o refrigerante de caju que eu vi por lá (!). Ah, também tem umas muódas (roupas, calçados, acessórios), mas eu acho a grande maioria de gosto duvidoso, ris.

Se animou??? Se for, me conta depois? Um beijo! =D

Créditos do dia:
Blusa: Marisa - R$29,99 (liquidação)
Saia: Objetiva/Saara - não lembro o preço
Rasteira: Via Mia - R$54,00
Bolsa: Feira de São Cristóvão - R$75,00

obs.: Geeente, não revisei o texto! Considerem erros como licença poética :P
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