31/08/2014

Adotar é tudo de bom!

Hoje eu e Nelson tentamos fazer uma foto em família: eu, Nelson, Lola e Nutella. Com três cliques percebemos que não ia dar muito certo, parecíamos minha irmã com os gêmeos, cada um olhando pra um lado na hora da foto. E foi aí que a brincadeira começou!

Na minha adolescência minha irmã levou pra casa a Ághata, uma SRD meio dálmata. A bichinha durou um ano e meio lá em casa. Morreu de parvovirose. Alguns anos depois peguei o Pingo. O Pingo - um SRD meio poodle que na verdade parece um leãozinho - está vivo até hoje, com doze anos de idade e morando lá em Jacarepaguá com meus pais.

Nelson, por sua vez, teve um poodle quando criança que não durou muito tempo pois os pais dele já o compraram doente.

Enfim, éramos um casal carente de cachorro!

Em julho de 2012 adotamos o Sig (de Sigmund Freud). A gente não tinha muita noção, foi impulso, foi amor a primeira vista. Sig durou exatamente duas semanas aqui em casa e a terceira passou toda numa espécie de CTI pra cachorro. Gastamos uma pequena fortuna tentando salvar a vida dele, mas não adiantou nada. Ele veio pra gente com tudo quanto é tipo de doença, e a pior e mais letal: cinomose. A semana que ele ficou internado e que eu fazia visita duas vezes ao dia, de manhã e de tarde, religiosamente, foi uma das piores semanas da minha vida. Só de lembrar dá um nó na garganta. Depois disso ficamos super cabreros em adotar outro bicho.

Aí veio a Lola. Lolinda para os íntimos, HAHA.

Em fevereiro do ano passado adotamos a Lola na feirinha de adoção que tem na Praça Afonso Pena, promovida pela ANIDA - Associação Nacional de Implementação dos Direitos dos Animais. Lola, uma SRD, ou no vulgo, vira-latas, é nossa filha mais velha. Toda desengonçada, carente, anti-social. Igual aos pais, HAHAHAHA. Quem acompanha o blog há mais tempo já viu Lola posando pra look do dia.

Lola era e é super-hiper-ultra-mega-power-blaster-master bem tratada. Mimada mesmo. E aí achamos que ela estava ficando muito tempo sozinha em casa e resolvemos adotar mais um cachorrinho para fazer companhia para ela. E é aí que entra a Nutella.

Lá fomos nós de novo na feirinha da ANIDA. Eu queria uma branquinha, Nelson escolheu a pretinha e foi essa que veio pra casa. Nutella, diferente da Lola, é uma capetinha destruidora de lares. Promoveu a discórdia por aqui até quase eu enlouquecer. Sério. A danada só faz merda. All the time. Mas aos poucos, e como toda família, estamos nos adaptando e entrando na rotina. 

Essa semana Nutella toma a segunda dose da vacina e espero do fundo do meu coração que ela seja forte igual a Lola, e não doente igual ao Sig. Para meu conforto, ela está mais para um porquinho esfomeado (ela come até pedra).

Cachorros são pacotinhos de amor embrulhados em pelos. Li isso em algum lugar e é verdade. Lola é minha companheira de todas as horas, tem um amor incondicional que só animais sabem dar. Só quem tem cachorro sabe o que é chegar em casa e ser recebido com pulos, abanos de rabo e, em alguns casos, com o "xixi da felicidade". Tem noção do que é isso? Um serzinho ficar TÃO feliz de te ver a ponto de fazer xixi??? É MUITO AMOR!

Hoje não estou muito inspirada com as palavras, mas pra quem ainda está na dúvida se adota ou não um cachorrinho, sugiro assistir ao clip da música Cê topa do Luan Santana. Choro toda vez que assisto #soudessas!

Pra finalizar, nossa sessão de fotos avacalhada! =)

Créditos do dia:
AMOR ♥

29/08/2014

Sobre um olhar iridescente

Nelson vive tentando me convencer a aprender a dirigir. Seu principal argumento é que o carro é a extensão do corpo. O problema é que eu não tenho noção da extensão do meu corpo, haja vista a quantidade de hematomas que coleciono, adicionando, quase todos os dias, uma marquinha nova, ris. No momento não me faz falta um carro e, com 31 anos de idade, não me preocupo em aprender. Além do mais, esse argumento não me convence. E talvez seja porque não o compreendo. E isso é normal. Da mesma forma acredito que muita gente não me compreende quando digo que, para mim, as roupas são a extensão do meu corpo.

A vida de praticamente todo mortal é atribulada, uma montanha russa de emoções. Ora estamos tristes, ora estamos felizes, ora estamos nem lá nem cá, apenas seguindo a vida. A maioria das coisas nos foge ao controle, como a fome mundial, a desigualdade social, o preconceito, a violência e por aí vai. Mas outras estão ao alcance de nossas mãos e não custa nada tentar mudar, nem que seja por um dia, nossa realidade na maioria das vezes penosa. Trabalho, família, amigos, sonhos... Tudo isso influencia a forma como lidamos com a vida ao abrir os olhos todas as manhãs. Já acordei muitas vezes pensando "que dia lindo, bora lá tocar a vida", e muitas outras vezes acordei pensando "que saco, mais um dia de merda". O que eu aprendi com esses pensamentos? Parece autoajuda, mas está tudo na nossa cabeça! Tentar pensar positivo e ver as coisas boas da vida ajuda MUITO. Não dá pra mudar a situação de merda que tu tá vivendo agora? Meu conselho é: tá no inferno abraça o capeta! BRINCADEIRA.

O que eu estou tentando dizer aqui - E ESPERO QUE ESTEJA SENDO CLARA - é que tem muita coisa ruim nesse mundo, mas a gente tem que tentar focar nas coisas boas, sabe? Cara, todo mundo sofre, todo mundo se fode, todo mundo tem arrependimentos. Ninguém vive num mundo de comercial de margarina! Com esse exagero de exposição em redes sociais a gente acaba acreditando que a vida do outro é uma maravilha, mas não é! São apenas recortes de uma vida, onde qualquer um - não podemos julgar o  outro aqui - tenta mostrar coisas boas. E, parando pra pensar, não estamos certos? Focar nas coisas boas! Façamos disso um mantra!

E onde entram as roupas aqui? PARA MINHA PESSOA, é uma forma de mostrar pro mundo que eu posso dar a volta por cima, tentar ser feliz e esquecer dos problemas. Posso estar passando por o maior problema (a gente sempre se acha o maior sofredor do mundo) e mesmo assim mostrar que tô tentando, tô lutando. A gente veste a melhor roupa, faz cara de fina e vai lá enfrentar o mundo! Porque o mundo pode estar cinza, as coisas pretas, mas a gente não precisa necessariamente seguir essa paleta de cores. É óbvio que em certas ocasiões não adianta nada apelar pra autoajuda das roupas - E PELO AMOR DE DEUS, EU NÃO PRECISO EXPLICAR ISSO! Quando minha sobrinha de sete meses estava quase morrendo no começo desse ano eu não pensei em nada além de dar a minha própria vida pela dela. Se os médicos me dissessem que sair pelada pelas ruas de Vitória salvaria a vida dela eu o faria sem hesitar. Enfim. Esse humilde blog não tem pretensões demasiado ambiciosas. Apenas escrevo tentando - à minha maneira - contribuir para que cada leitora que aqui chega, oriunda de várias fontes, possa treinar seu olhar iridescente.

***

Não tinha necessidade de colocar nenhuma imagem nesse post - exceto de um coração aberto HAHAHAH - mas achei um look aqui perdido no computador, então vai esse mesmo!

Um beijo e bom final de semana para todas nós! =)

Créditos do dia:
Camisa: Sai de baixo - R$55,00
Calça: Marisa - R$69,99
Bolsa: Via Mia - acho que R$230,00
Sandália: Via Mia - R$54,00

22/08/2014

Sobre o tratamento diferenciado da C&A da Visconde de Pirajá

Como falei no post anterior, semana passada fui em Ipanema. Na verdade eu vou todo mês (ao médico). Todo mês passo em frente a Marisa e a C&A que ficam na Visconde de Pirajá. Todo mês eu entro nas duas lojas. Nem todo mês eu compro alguma coisa. Mas um pequeno detalhe me chamou a atenção: a tradicional sacolinha branca - de plástico - com o logo azul e vermelho da C&A foi preterida por uma de papel, com tons em branco, laranja e amarelo, na loja de Ipanema. Esquisito.

Da primeira vez eu achei que era apenas uma sobra de sacolas de coleções assinadas, mas na semana passada fiz minha segunda compra na loja e, novamente, ganhei a referida sacolinha de papel. Na verdade até vi uma outra cliente sendo atendida e ganhando a sacolinha de plástico. Mas a danada da sacola de papel não me saiu da cabeça. O que vocês acham? É uma micro-diferenciação no atendimento? A parada é elitizada? Vocês já viram dessas sacolinhas de papel em outros bairros? Não tenho comprado muito na C&A ultimamente, então pode ser que eu esteja viajando aqui, ris.

Enfim, no resto da avaliação da loja acho tudo quase normal. O que me agradou - e me agrada - é que no horário que costumo entrar na loja ela está quase vazia (não sei se isso se repete em todos os horários do dia), está sempre arrumada, com araras sem superlotação, sabe como? Ris

O estilo das roupas também é mais... digamos... selecionado. Mas essa diferenciação já nos é conhecida de tempos. As lojas costumam ter peças de acordo com o gosto da clientela dos bairros onde estão localizadas, isso é fato e nem vou me estender aqui pra não gerar problemas: A CULPA NÃO É MINHA, AHAHAH, NÃO TRABALHO NA C&A.

Nesse dia comprei duas peças que dariam um "básico não tão básico" igual aos looks propostos pela Ana. Blusa off white e calça jeans. Só que a blusa tem fraaaaaaanjas e a calça vestiu maravilhosamente bem AND é toda rasgada AND comprei a tamanho 34 mas acredito que daria até pra comprar a tamanho 32 HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA ô glória Senhor!

A-M-E-I minhas duas peças e no dia seguinte já tratei de usar e saí de casa lindamente vestida assim:

Créditos do dia:
Blusa: C&A - R$19,90
Calça: C&A - R$99,90
Sandália: alguma loja da José Paulino/SP - R$50,00

19/08/2014

Filosofia de metrô

 Update

Achei que estava sendo clara ao redigir o post abaixo, mas, alguns leitores não entenderam a mensagem que tentei passar. Vivendo e aprendendo. Por favor, pra quem não entendeu, favor ler esse post AQUI.

***

Semana passada fui em Ipanemis e peguei o metrô de manhã, coisa que raramente faço e, quando minhas pálpebras semicerradas permitiam, ficava só observando os passageiros. Era uma terça-feira e - alguém por favor me explica - porque a grande maioria das pessoas já estava com cara de que estava trabalhando há dias E sem folga??? Cara de cansados, derrotados, desiludidos, hahahah. CREDO. Fiquei lá, sentada (graças a Deus), esperando chegar na General Osório e pensando com meus botões como as roupas acabam incluídas no pacote e contribuindo para a imagem da derrota (alooow, claro que não é todo mundo!). Sentados com cabeças a balançar no ritmo do metrô, em pé tentando se equilibrar E resgatar aqueles "mais cinco minutinhos" que o despertador roubou ou simplesmente enroscados nos "canos" da melhor forma possível visto a super lotação do transporte ora citado, a grande maioria estava com a aparência de sofridos resignados. E as roupas também. Sabe aquela coisa de "roupa pra bater"? Eu não consigo entender isso. Eu saio de casa quase todos os dias e, exceto idas à padaria, mercado, farmácia e etc, tento me manter o mínimo apresentável (menos meu cabelo que tem vida própria). Contribuindo para a imagem de cansado dos trabalhadores brasileiros, as roupas gritavam por socorro, por aposentadoria! Dos que vi, 80% estava de calça jeans surrada; casacos largos e desbotados; sapatilhas e tênis desgastados e por aí vai. E como que a pessoa chega pra trabalhar se já sai de casa assim???? HAHAHAHA. ME EXPLIQUEM! Eu não estava indo trabalhar, mas após minha "pesquisa de campo", vi que poderia muito bem estar incluída nesses 80%. Mas para minha dignidade, todo meu cansaço de quem já estava acordada desde as 5 horas da manhã, estava escondida atrás de lentes bem escuras do meu Ray Ban =)

E aí, o que vocês pensam sobre o assunto? Rola de ir trabalhar com casaco cheio de bolinhas, puxado fio e de 1958??? Com calça surrada? Com sapatilha "boca de sapo"??? Kkkkkkk

obs.: não revisei o texto porque estou indo trabalhar, vou pegar o metrô e quero parecer DIGNA, kkkkkk

Nesse dia usei essa produção aqui ó:


E pra animar um pouco fiz até um tosco-gif!!!! Pode rir, é de graça! =)))

Créditos do dia:
Vestido: Objetiva/Saara - R$19,99 (link dos achados aqui)
Camisa: C&A - R$39,90 (liquidação)
Bolsa: Espaço Carioca/Saara - R$112,00
Tênis: All Star - US$47,92
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